quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

All these days...Some news came on an helicopter from Paradise...

















Bem..meus amigos! Lol…para vos poupar a paciência e os neurónios, tomei uma decisão que abona a favor de ambos. Como o tempo é escasso por estas bandas e sei que por aí também não é nada fácil, vou ter de escrever mais espaçadamente neste blog.

Assim, poupam-se os pormenores irrelevantes, os olhos de cansaço e demais consequências lool.

Nestes dias que passaram até à data de hoje, mantêm-se algumas rotinas e criam-se novos hábitos. A Filipa Maria agora também é dona de casa!! Lol…pudera. A viver sozinha não tenho outro remédio. Que saudades que tenho da comidinha da mamã! =/ Agora, tenho de manter tudo nos conformes por estas bandas. Aos poucos e poucos vou conseguindo criar métodos para ser mais organizada porque penso em tantas coisas que acabo por me esquecer de tantas outras.

Conheci aqui na piscina um casal impecável que esteve cá de férias. Angie, brasileira, e Tony, espanhol, foram uma agradável companhia nos dias que se seguiram. Impecáveis, como hoje em dia já não se vê. Falámos na piscina, ainda antes de eu ir trabalhar, e ficou logo combinado um jantar no rodízio nessa mesma noite.


Como prometido, encontrámo-nos ao final da tarde. Com eles vinham outro casal, o irmão de Angie e a namorada, que nos acompanharam ao jantar. O rodízio…maravilhoso. È dos restaurantes mais caros daqui da zona, “Tábua de Carne”, mas garanto-vos que foi a melhor picanha que comi na minha vida!! Deliciosa, com um molho de queijo a acompanhar entre outras pequenas maravilhas. Comemos mais do que bem, ficámos mais do que cheios!!


Perguntaram-me se tinha pressa, isto porque tinha-se também falado em passar no Taverna para ver a banda. Claro que não, estava bem com eles. Entrámos no carro e fomos. Foi o passeio mais longo de carro que dei aqui até agora. Passámos a Via Costeira para lá do meu hotel, e finalmente chegámos oficialmente à cidade de Natal. Pois é…lol.Desde que cheguei ainda não tinha ido pra “lá” do hotel. Passámos pela praia dos Artistas, pela zona badalada, pelos restaurantes bem “falados” e até no meio de bairros…Eu obversava cada pormenor pela janela, enquanto cada um deles me contava o que havia por ali, o que poderia fazer, o que é bonito de se ver…Foram autênticos guias turísticos, chegando ao ponto (achei o pormenor estupendo) de pararmos num miradouro lá em cima da cidade para fumar um cigarro. Lindo. A vista, era qualquer coisa. O mar, as praias, palmeiras. Depois as casas, os prédios e a ponte…Também aqui existe um rio a separar a cidade, tal como em Geneve (k saudades xika =P ), mas esta tem de se passar de carro.Faz lembrar (ou tem “parecênciasssss” looool cm alguem diria =P) a Ponte Vasco da Gama em tamanho miniatura. Looool. Ao passar, vemos na faixa da direita um carro parado. Ao aproximarmo-nos, uma coluna a altos berros na bagageira, e em cima dos pilares uns 5 marmanjos de cerveja na mão e em tronco nu a dançarem. Ahaahahah. Looool….isto aki no Brasil é assim?? Numa ponte?? De noite??? Tá bem….haviam de experimentar fazer isso na 25 de Abril lolol.

De volta ao “ponto de referência”, fomos beber um caipiroska à rua dos bares em Ponta Negra. Tirando o Taverna Pub, o tal que tem música ao vivo, todos os outros bares fazem lembrar a rua do “Strip” na Oura. Mas com pior ambiente. Bares cheios de estrangeiros, em busca de turismo sexual. Muita prostituição e olhares escondidos que murmuram códigos. Bilhetes que passam de mão em mão, negócios da Xina onde mesmo os taxistas colaboram, tudo isto à nossa volta, mas sem uma pessoa se sentir minimamente ameaçada. È mais como se nem se importassem que alguém estive a ver este “filme”. Mas também digo-vos, decerto nunca irei para ali sozinha!! Os poucos olhares que se cruzavam só revelavam vazio. Enfim. Muito mau.

O cansaço já se apoderava dos meus novos amigos. Afinal, tinham acordado bem cedo e no dia seguinte também o iriam fazer. Como o dia seguinte era Domingo (a minha única folga) quis ficar mais um pouco, mas no Taverna onde sei que estaria acompanhada. Tive a ver a banda a tocar, e no final fui com a Larissa ver a Pousada que faz parte do bar. Linda…um Castelo que por dentro tem uma série de redes penduradas, mesmo em frente à recepção. Depois disso, vim para casa descansar. Adoro deitar-me na rede e navegar com o Vento...é uma sensação de tranquilidade linda...


No dia seguinte, mal acordei desci para a piscina. Apareceu o Tony que já me tinha procurado no apartamento a convidar-me para subir, almoçar com eles, e conhecer o resto da família. Foi uma tarde muito bem passada. A hospitalidade deles em terras estrangeiras fez-me sentir acolhida como se estivesse em minha própria casa. A tarde foi passada na piscina, com o violão e música sempre a acompanhar. Às tantas, vemos o Sr. do Parapente a passar…muito próximo. Resultado: Espetou-se nos arbustos daqui dos apartamentos. Looool. No meio da risota saímos da piscina a correr para o ajudar. A Filipa Papparazzi a tirar fotos ao acontecimento que nem um inglês perdido por Lisboa...loool. A figurinha da Filipa Maria no cimo do morro da praia a tirar fotos de bikini fica para a história loool . Que bela figurinha!! Entretanto ligam da recepção a dizer que a Larissa tinha ligado e que me vinha buscar. Optimo…=). Nos minutos seguintes os rapazes faziam todos os possíveis para que o Sr. conseguisse levantar vôo novamente. Momento kodac ahahah. A Larissa chega. ..


Disse que me ia levar a ver um concerto ao ar livre, num bar chamado “Gringos” – é o equivalente ao “Bifes”, claro está lol.
Chegados ao dito bar, com decorações alusivas ao Reggae e também ao Metal (sim, no mesmo espaço), o barmen apresenta-se como Frank, cabelos bem compridos e dress code metaleiro. Muito simpático, lá me preparou uns cocktails optimos. O concerto começou, com o vocalista a segurar uma caveira e a entoar cânticos de Black Sabbath. As pessoas juntavam-se na rua, sentadas em cadeiras de plástico e de copo na mão. Por estas bandas vendem-se litrosas nos bares, o que tem muita saída para os brasileiros eheh. Raramente se vê algum a beber caipirinha eheh.


No meio do espectaculo surge um Sr., completamente gay, que se apressa a fazer o seu número em frente à banda e ao público, com direito a varão onde este Sr. se “serpenteava”. Foi a risada geral e o Sr. adorou ter a atenção que pretendia.
Já tinham passado algumas músicas quando o inesperado aconteceu: Começou a chover…torrencialmente!!!! As pessoas levantaram-se a correr apressadas para se abrigarem, Os músicas desligavam os instrumentos com o risco de apanharem um choque mas ninguém protegia a PA (mesa de som). Fui fazê-lo por eles, visto que um “bichino” daqueles custa um balúrdio…correu tudo bem. SO VOS DIGO: O MISTER FEZ A DANÇA DA XUVA!!!


O concerto teve de ficar mesmo por ali. Nós fomos jantar. Quando entrámos no Shopping encontrámos a Bete, também garconete do Taverna Pub. Ela ia seguir para um festival de Reggae no Castelo. Aqui em Natal pelos vistos há tudo menos forró. E ainda bem!!! Looool. Também hei-de ver como é, mas entretanto está-se muito bem assim. Decidi seguir com ela…e que bem que eu fiz.
Fomos no ônibus a comer pizza e chegados ao festival entrámos. Fiquei desde logo impressionada com o espaço. Era um Castelo, tal como o nome indica, que foi construído por um artista francês apenas, que além de o ter feito preencheu o espaço com esculturas e afins. Tinha umas escadas que nos levavam às catacumbas. Lá dentro, um sarcófago egípcio, outro bar, labirintos muito estreitos….um Mundo!! Cá em cima, as bandas, os dj’s e uma multidão. As bandas que se apresentavam eram muito boas, comecei a apreender as mensagens que passavam através das letras e acreditem que quero explorar muito mais esta parte….Isa e Di, vocês iam simples/ venerar este espaço…


Hum…mais novidades…ah!! Já cantei por terras brasileiras!!! =)) Tava nervosa como sempre, mas correu muito bem. A Filipa Maria foi ver uma banda ao Taverna, os Super Famosos, que se apresentam vestidos de Super Heróis e tocam covers. Até agora foi a banda que mais gostei, pois o que tocam assemelha-se ao que gosto. Tocaram The Cure (para lembrar a Di e os tempos de Soundalike), Pretenders (Don’t get me wrong), entre outras músicas, muitas delas pertencentes a bandas sonoras de filmes. A Larissa insistia para cantar com eles, até que escreveu um bilhete ao vocalista. Passado um pouco, deram-me uma lista para escolher uma música. As 3 que escolhi já não tavam no alinhamento e as outras já as tinham tocado e como tal não podia escolher….bem…teve de vir o clássico “I will survive” da Gloria Gainor. Mas adorei, eles tocaram igualzinho ao original e eu tentei aguentar-me “à bomboca” Loool. Ficou um convite para futuros “eventos” lolol. Conheci também um rapaz que tem outra banda e ficámos de nos juntar. Quem sabe não me junto a uma banda por estas terras?! Não era nada mal pensado….=)

Nesta mesma noite conheci 4 portugueses que vivem por estas bandas já há uns anitos. Mais velhos, dizem que vieram de férias…mas estas prolongaram-se. Arranjaram emprego e sentem-se felizes por aqui.

Vieram mais “coincidências”, como não podia deixar de ser… Mal acabei de cantar e desci do palco, veio um espanhol ter comigo a perguntar se não trabalhava no Hotel Pestana. Eu, como sempre envergonhada, lá olhei melhor…era simples/ o primeiro cliente a quem fui entregar roupa da Lavanderia. Looool. Só comigo. Ele reconheceu-me, mesmo sem farda e de cabelo solto (super juba nesta altura ahahah). Falámos um pouco e seguimos para “casa” porque no dia seguinte tinha de se acordar cedo. Eu vim para o apartamento e ele segiu para o Hotel.

O estágio continua sobre rodas, estando agora noutro sector. Na semana passada, tava eu aqui na piscina após o estágio e aparece um dos portugueses que conheci no Taverna a dizer “com que então é aqui que estás!!”. Looool. Tinha cá vindo visitar uns amigos que também moram aqui. Apresentou-mos. O Zé, já mais velho, vindo de Espanha, vive da Música. Toca bossa-nova como ninguém e tem músicas que passam mensagens de União e gritos de Esperança. Mas não foi ele que as escreveu, diz envergonhado, foi “um amigo dum amigo meu”. O resto da tarde foi passado com mais uma guitarrada (desta vez com uma guitarra decente, de som limpo e linda de se tocar). O Zé diz que se tivesse a minha voz que estaria por esse Mundo fora, que seria grande. Quem me dera…neste momento tá por terras espanholas a tocar numa série de datas que tem agendadas…=).

Continuámos o “luau”, ou seja, a tocar até anoitecer. Apareceram outra série de amigos deles e entre eles, o Nelson, o rapaz que me arranjou esta casa. Loool. Mais e mais “coincidências”…
O cansaço deixou-me k.o. Vim para a net e as DEPS aturaram-me...à grande! Loool...taditas...k paciência vocês têm...Para a posteridade...eu avisei ahahah =P*

Tinham de ver a minha primeira ida ao supermercado. Ahahah….o que se tinham rido. Aqui próximo existe um “Extra”, que é basicamente um hipermercado que está aberto…24 horas!!!! Olha o luxo, tás com pessoal, acaba a comida ou bebida….no prob….sejam que horas forem ahahah. A Filipa Maria correu o supermercado todo para abastecer a casa. Grande parte do tempo foi passado a ler as placas para ver se percebia o que era “aquilo” que se me apresentava….89% das vezes sem sucesso…bah! A minha cara a olhar para aquele Mundo parecia um autêntico ET acabado de aterrar. Hei-de me habituar aos nomes…afinal, agora sou dona de casa ahahah.

Fiz a estreia do meu fogão. Cozinhei um filet mignon muuuito delicioso. Vá lá. Pra primeira vez não me saí mal! Loool.


No meio dos dias que em grande parte são passados no hotel, lá chegou o Carnaval. Entre isso, piscina e praia sempre ao final da tarde. =)
E que Carnaval! Por aqui eles não brincam. É festa à séria, nada a ver com o nosso carnaval. Só para verem, Natal para os brasileiros praticamente não tem carnaval. Para mim, as festas de rua já me pareceram enormes. Nestes dias todos estão felizes. Há concertos por todo o lado, teatro de rua, bandas a passarem…no meio da multidão espalham-se moços e moças com geleiras repletas de cervejas, coca-cola, águas….para saciarem a sede dos que festejam. A escolha é tanta que é difícil decidir…

No meu dia de folga acordei com os tambores, além do som do Mar, a ecoarem pela Praia. Pensei que se não fosse ver o Carnaval, era quase como se não tivesse vindo. Saí de casa. Segui o som, que me levou à praça em frente ao Gringos, onde decorria um concerto. Aqui, além de Samba, houve muito Rock e muito Reggae nestes dias. Tudo de graça, tudo para a gente! Eheheh…lindo mesmo. As pessoas não se cansavam de dançar, e o ritmo frenético do Samba deixa qualquer outsider de boca aberta. Acreditem!

A menina “protegida” encontrou o Solano, chefe de cozinha do hotel, que me fez companhia durante estes dias. O chefe-índio...são tantos os que aqui ainda têm traços...O Solano vem do interior, próximo da Amazônia.
Todos os dias encontrávamo-nos após o estágio e seguiamos para os concertos. Conhecemos um vocalista de uma delas, uma espécie de Ney Matto Grosso (com potencial e atitude), que ainda vai ter outros concertos. Conhecemos os actores de teatro de rua que connosco seguiram o Grupo que caminhava pela rua a tocar em baldes, latas, tudo o que havia como se de uma orquestra clássica se tratasse. Simples/ lindo. Fiquei com pena de não ter gravado ou tirado fotos destes momentos, mas era muito arriscado levar a camâra. Ainda por cima o Sr. Gay (será Mister??) voltou a aparecer, a enrolar-se no palco, qual serpente…lol….Além do mais ainda choveu por estes dias, o que a poderia estragar. Mas não havia nada que movesse esta gente nem nada que as fizesse parar de dançar. Incrível…eu já estava descalça a dançar no meio da rua, tudo completamente enxarcado, a cantar e a dançar…foi uma sensação indescritível. Os brasileiros ganham-nos aos pontos. Por mais que seja a desgraça ou tristeza, conseguem deixar tudo para traz e sambar, pular, sorrir…desde crianças a pessoas quase da 4ª idade…tudo ali, a dançar sem parar. Contagiante. Nós por outro lado somos bem mais tristes, vemos tudo como algo que não tem solução ou que não poderia piorar…É uma das grandes lições que levo na minha mala…

Entretanto, como vos disse, mudei de sector. Agora estou na reposição do mini-bar, com a minha colega Dalyane. De 18 aninhos, pequenina e magrinha, tem uma força do tamanho do Mundo para empurrar aquele carrinho cheio de comes e bebes por todos os corredores…É bastante mais cansativo do que o trabalho da lavanderia, porque temos de entrar em todos os quartos, fazer a contagem, repôr, etc…ainda por cima o 5º piso entrou em obras, e como tal tivemos de esvaziar todos os mini-bares…enfim. Já me começo a habituar, e ao menos já não tou cheia de dores nos pés como nos primeiros dias desta fase. Lol.

Há 2 dias atrás vim do hotel com duas amigas de lá para a piscina. A Larissa e a Bete juntaram-se ao grupo de surpresa (e que boa surpresa!!). Apareceu um Sr. daqui dos apartamentos que nos ofereceu côcos, visto que se iam estragar. Provei a minha primeira Água de Côco, e que bem que sabe!! Depois…fomos aproveitar o último dia de Carnaval. E assim foi…


A Shirley passou 2 dias aqui em casa, a aturar-me. Ouvimos música, falámos, rimos, chorámos…e pronto, fomos trabalhar também lololol.

Tou a começar a pesquisar quais os melhores sitios para visitar aqui nas redondezas. Visto que só tenho um dia de folga por semana torna-se impossível ir para longe…Maybe next time….

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